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30/05/2016 - Circuito Projeto de Vida
Vocação: Um chamado para além de si mesmo

Confira o texto de Dom Anuar Battisti, Arcebispo de Maringá, sobre Vocação.

Em um determinado momento da vida nasce uma pergunta que nem sempre é fácil responder: Qual é a minha vocação? O que eu quero da minha vida? Na maioria das vezes a resposta vem no silêncio da escolha que se se constrói a cada momento. Toda escolha tem consequência; e não tem como fugir.

Mas, vocação não é só questão de escolha e sim de chamado. Sentir-se chamado significa ter uma missão, entendida não somente no sentido religioso. Missão é lutar pelos objetivos que se acredita sem olhar os resultados. Aonde se quer chegar é mais importante do que os resultados imediatos. O imediatismo muitas vezes leva para frustrações. Por isso que vocação vem acompanhada de aptidão, fé e gosto pela missão, por aquilo que se faz, e não só pelos efeitos que se possa medir.

O papa Francisco na sua mensagem para o dia mundial das vocações, afirmou: “Na raiz de cada vocação cristã, há um movimento fundamental da experiência de fé. Crer significa deixar-se a si mesmo, sair da comodidade e rigidez do próprio eu para centrar a nossa vida em Jesus Cristo; abandonar como Abraão a própria terra pondo-se confiadamente a caminho, sabendo que Deus indicará a estrada para a nova terra. Esta ‘saída’ não deve ser entendida como um desprezo da própria vida, do próprio sentir, da própria humanidade; pelo contrário, quem se põe a caminho no seguimento de Cristo encontra a vida em abundância, colocando tudo de si à disposição de Deus e do seu Reino”.

“Todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou campos por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá por herança a vida eterna” (Mt 19, 29). O papa Francisco também diz: “Tudo isto tem a sua raiz mais profunda no amor. De fato, a vocação cristã é, antes de mais nada, um chamado de amor que atrai e reenvia para além de si mesmo, descentraliza a pessoa, provoca um êxodo permanente do eu fechado para a sua libertação no dom de si a Deus e aos outros. Esta dinâmica do êxodo diz respeito não só à pessoa chamada, mas também à toda atividade evangelizadora, e ao ser cristão no mundo. A atitude de saída, de “descentrar-se”, faz com que a vida se alargue para além dos horizontes próprios, dos desejos e ideias pessoais, da própria estrutura para ir ao encontro daqueles do outro e compadecer-se de suas necessidades”.

O papa ainda continua com sua sabedoria: “Deus sai de Si mesmo numa dinâmica trinitária de amor, dá-Se conta da miséria do seu povo e intervém para o libertar. A Virgem Maria, modelo de toda a vocação, não teve medo de pronunciar o seu ‘sim’ ao chamado do Senhor. Ela nos acompanha e nos guia. A Ela nos dirigimos pedindo para estarmos plenamente disponíveis ao desígnio que Deus tem para cada um de nós; para crescer em nós o desejo de sair e caminhar, com solicitude, ao encontro dos outros (cf. Lc 1, 39). A Virgem Mãe nos proteja e interceda por todos aqueles que pronta e generosamente ouviram o chamado e responderam.

Fonte:http://br.radiovaticana.va/news/2015/08/04/voca%C3%A7%C3%A3o_um_chamado_para_al%C3%A9m_de_si_mesmo/1162926

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